– Regulando a Respiração

É importante entender que a pratica da meditação nunca pretende mudar a ordem natural das coisas; em vez disso, procura determinar o que é a ordem natural e se realinhar com essa ordem. Este ethos aplica-se a tudo o que fazemos, incluindo a regulação da nossa respiração. Ao longo do processo, você deve se lembrar que procuramos observar um processo que está ocorrendo e conectar nossa consciência a ele. Essa conexão da mente e do processo natural gradualmente começará a trazer uma mudança harmônica à medida que o poder de nosso Yi começar a alinhar o processo com o fluxo de energia que se move por toda a vida. A única razão pela qual ainda não estamos funcionando em completa harmonia com essa força é porque nos desconectamos dela. A unidade traz harmonia, enquanto a desconexão traz desequilíbrio. Se você procurar apressar ou forçar conscientemente os processos de desenvolvimento, corre o risco de cometer um erro e aumentar o nível de desarmonia presente em seu ambiente interior. A meditação é uma tradição de seguir o fluxo.

– Respiração Sung

‘Respiração sung’ é um método de usar e observar a respiração para ajudar a liberar a estagnação da energia no corpo. Essa remoção da estagnação nos ajuda a relaxar fisicamente, garantir um fluxo saudável de Chi através do sistema de rios e liberar a tensão emocional e mental. É o primeiro passo para o controle do corpo de energia (duplo eterico).

No começo nos concentramos nessa prática, mas depois de um tempo ela se torna um aspecto automático de nossa respiração diária. Dessa forma, começamos a integrar os princípios de nossa meditação em nossa vida cotidiana. Conseguimos isso primeiro observando a natureza de nossa respiração natural, depois mudando para o método que incorpora o princípio de Sung; finalmente, devolvemos nossa respiração ao nosso subconsciente para que não precisemos mais nos concentrar na prática.

Compreender a natureza da tensão é importante para qualquer praticante de meditação porque a tensão é essencialmente estagnação: eles são um e o mesmo.

Nada pode existir puramente dentro do reino físico; também tem têm um padrão energético e um componente espiritual, especialmente no caso das facetas da existência humana. Se houver tensão no corpo físico, haverá também um bloqueio relacionado no fluxo de Chi, bem como um aspecto da mente adquirida que está “preso” e que se relaciona com essa tensão. A geração desses desequilíbrios pode ir em qualquer direção: a tensão física será transferida para a mente e a tensão mental será transferida para o corpo; isso ocorre por meio de seu sistema energético, que serve como uma ponte entre os dois.

Ao liberar a tensão em qualquer um desses três níveis, nós ‘quebramos o ciclo’ que leva ao desenvolvimento do desequilíbrio. Quando o corpo começa a liberar esses bloqueios, começamos a descobrir que meditar é muito mais fácil do que se imagina, nosso corpo fica mais relaxado, nossa saúde melhora e a mente adquirida começa a desacelerar. Isso é particularmente importante porque a maior dificuldade nos estágios iniciais do treinamento é lidar com uma mente hiperativa que quer se desviar de sua tarefa atribuída e um sentimento de tédio que pode se infiltrar na prática. O tédio é uma fraqueza da mente adquirida, resultado de não haver estímulo suficiente para a mente adquirida para começar a construir mais camadas em torno de si. Somente quando o tédio for superado por meio de um processo como a ‘respiração sung’, se será capaz de se concentrar na prática. Nos estágios iniciais da prática da ‘respiração sung’, se notará que as tensões dentro do corpo físico começam a diminuir. Essas tensões desaparecem primeiro de dentro dos grandes grupos musculares, permitindo que o corpo se realinhe por meio da extensão dos músculos à medida que eles relaxam. A partir daqui começamos a aliviar a tensão de dentro dos tecidos conjuntivos semi fluidos do corpo, em particular a fáscia. Esta região do corpo corresponde ao traçado clássico chinês das linhas Jing Jin ( Os meridianos tendino musculares, também conhecidos como Jing Jin, são caminhos de energia que percorrem o corpo, conectando músculos, tendões e ligamentos aos rios principais. Eles são responsáveis por manter a estrutura do corpo, promover a mobilidade e a flexibilidade, além de influenciar a força muscular. 

Os Jing Jin são ramificações dos rios principais (Jing Luo), mas não se conectam diretamente aos órgãos internos (Zang Fu). 

Sua função principal é garantir a integridade estrutural do corpo, unindo o esqueleto, promovendo a coesão e controlando os movimentos articulares. 

Geralmente, os meridianos Jing Jin começam nas extremidades dos membros e sobem, envolvendo os músculos ao longo do caminho. 

A energia (Chi) e o sangue (Xue) que fluem pelos rios principais nutrem e fortalecem os músculos e tendões através dos rios Jing Jin. 

A avaliação dos rios Jing Jin pode ajudar a identificar desequilíbrios energéticos que se manifestam como dores, rigidez ou fraqueza muscular.)   que servem como leito do rio para o sistema de meridianos que flui nesta profundidade através do corpo.

Os estágios mais profundos do relaxamento físico envolvem a liberação de tensões retidas nas camadas da fáscia que envolvem os vários órgãos. Este é um estágio profundo, no entanto, que leva muitos anos de prática para ser alcançado. Durante esse processo de liberar a tensão, os patógenos energéticos presos são liberados.

Velhos padrões emocionais também podem ser liberados por meio da experiência de mudanças repentinas de humor durante a sessão. Isso se deve à natureza multifacetada da existência e à conexão direta entre os três corpos envolvidos no processo de ‘respiração Sung’.

À medida que você se acostumar com o processo, descobrirá que as tensões do corpo, bem como a bagagem emocional de dentro do aspecto adquirido do corpo da consciência, saem como uma forma de informação vibratória.

Antes de começar a praticar a ‘respiração sung’, é importante familiarizar-se com os vários mecanismos físicos da sua respiração. Para fazer isso, você deve se sentar em uma das posições de pratica. Escolha a posição em que se sentir mais confortável. Não há nenhuma necessidade real de nenhuma posição específica da mão nesse nível, porque você está simplesmente tentando trabalhar com a respiração. Tente esquecer o mundo exterior o melhor que puder, relaxe e passe alguns minutos se sentindo confortável.

Isso pode soar como uma instrução estranha, mas a mente é bastante lenta para se adaptar a qualquer exercício que você esteja fazendo. Se você se sentar e começar imediatamente com uma prática interna, parece ocorrer um momento de pânico mental. A mente endurece contra o que você está tentando fazer e isso torna a prática muito difícil. Se deve tratar a mente como um animal nervoso e, ao iniciar um exercício meditativo para trabalhar o corpo de energia, simplesmente sente-se primeiro sem nenhum objetivo real. Permita que a mente se acalme e se acomode no fato de que está prestes a começar a meditação e você evitará esse pânico mental que ocorre com tanta frequência.

Para muitas pessoas, o corpo foi negligenciado pela mente por muito tempo. O mundo em que vivemos está sempre pedindo que a atenção de nossa mente adquirida seja atraída para fora. A desconexão que isso causa significa que o desequilíbrio começa a ser criado.

Através deste método, estamos permitindo que nossa mente se reconecte suavemente com o corpo. Isso, por sua vez, dá à mente subconsciente tempo e espaço suficientes para começar a fazer os ajustes necessários em seu estado interior.

– Começando o processo de liberação

Se deve continuar observando o processo respiratório até que este exercício pareça muito relaxante. Se chegará a um ponto em que a mente não estará tão ativa e, ao inspirar, se sentirá “mais leve”, por falta de uma palavra melhor. Sua inspiração se tornará naturalmente mais profunda e sua expiração mais suave e uniforme.

– Uma mudança de percepção

Ao ouvir o termo ‘observar a respiração’, muitas pessoas assumem que se refere simplesmente a observar como a respiração se move para dentro e para fora do corpo. Embora isso seja verdade, também existem inúmeras outras camadas nesse processo. Para explorar plenamente alguns desses processos, é necessário que a mente seja capaz de mudar seu nível de percepção para poder acompanhar alguns dos processos que estão ocorrendo dentro da matriz energética do nosso corpo. Isso realmente começará a acontecer naturalmente e não requer nenhum foco ou método real. A mente e a respiração são aspectos fascinantes da existência humana, pois parecem ser capazes de se conectar naturalmente. A respiração serve como uma forma de ‘intermediário’ entre o corpo físico e o corpo energético, uma vez que ela faz parte das duas naturezas, à medida que a consciência começa a elevar os três corpos e sintonizar frequências cada vez  maiores.

– A Liberação Energética

Durante o processo de liberação da estagnação através da ‘respiração sung’ se deve notar uma melhora em vários aspectos da saúde física e mental. Apesar desses benefícios, também pode começar a sentir algo que parece contrair um leve resfriado. Não se preocupe com isso, pois é bastante normal no começo. Deve durar apenas um curto período de tempo, pois é uma reação ao corpo eliminando tantos patógenos de uma só vez. Apenas permita que aconteça e retorne à prática quando se sentir bem o suficiente para isso

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