– Plano Astral

As pessoas no plano astral podem passar, e passam umas através das outras constantemente, bem como através de objetos astrais fixos. Não pode haver nunca o que chamamos colisão, e sob circunstancias comuns dois corpos que se interpenetram nem sequer são afetados de forma apreciável. Se, entretanto, a interpenetração se prolonga por algum tempo, tal como quando duas pessoas se sentam lado a lado um efeito considerável pode ser produzido.
Se um homem pensou numa montanha como num obstáculo, não pode passar através dela. Aprender que aquilo não é um obstáculo é precisamente o objetivo de uma parte da que é chamado “teste da terra”.
Uma explosão no plano astral pode ser temporariamente desastrosa, tanta como uma explosão no plano físico, mas os fragmentos astrais rapidamente se reúnem outra vez. Assim, não pode haver um acidente no plano astral, no sentido da palavra, porque o corpo astral, sendo fluídico, não pode ser destruído ou permanentemente lesado, como acontece com o corpo físico, so por uma explosão atomica.
Um objeto puramente astral pode ser movido através de uma mão astral, se a pessoa o quiser, mas o mesmo não acontece com a contraparte astral de um objeto físico. Para mover essa contraparte seria necessário materializar a mão e mover o objeto físico. Então, a contraparte astral o acompanharia naturalmente. A contraparte astral ali está porque o objeto físico também esta. Não se pode mover um objeto físico movendo sua contraparte astral.
No plano astral não se toca nunca a superfície das coisas, como para sentir se são duras ou macias, ásperas ou lisas, frias ou quentes, mas entrando em contato com a substancia interpenetrante vem a consciência de um ritmo diferente de vibração, que pode naturalmente ser agradável ou desagradável, estimulante ou depressiva.
Assim, se alguém está de pé sobre a terra, parte de seu corpo astral interpenetra o chão, sob os pés, mas o corpo astral não terá a consciência disso através de alguma coisa que corresponda a uma sensação de dureza, ou por qualquer diferença no poder de se movimentar.
No plano astral não se tem a impressão de saltar sobre um precipício, e simplesmente, a de flutuar sobre ele.
Embora a luz de todos os planos venha do sol, ainda assim o efeito que ela produz no plano astral é inteiramente diferente do que lhe daria a físico. no plano astral há uma luminosidade difusa, que, é evidente, não emana de qualquer direção especial. Toda matéria astral é luminosa em si mesma, embora um corpo astral não se pareça a uma esfera pintada, e sim, antes, a uma esfera de fogo vivo. Jamais há escuridão no plano astral. A passagem de uma nuvem, no plano físico, diante do sol, não faz qualquer diferença no plano astral, como também não faz a sombra que aqui na terra chamamos noite. Todos os corpos astrais são transparentes; mão há sombras.
As condições climáticas e atmosféricas não têm diferença virtual para o trabalho nos planos astral e mental. Estar, numa grande cidade faz uma grande diferença, por causa das massas de formas-pensamentos.
No plano astral há muitas correntes que tendem a levar consigo pessoas destituídas de vontade, e mesmo aquelas que têm vontade mas não sabem como usá-la.
Não há nada que se pareça ao sono, no mundo astral.
É possível esquecer, no plano astral, da mesma forma como é possível no físico. Talvez seja ainda mais fácil esquecer no plano astral do que no físico, porque aquele mundo é muito movimentado e populoso.
Conhecer uma pessoa no plano astral não significa conhecê-la no mundo físico.
O plano astral tem sido chamado, com frequência, a reino da ilusão – não porque em si próprio seja mais ilusório do que o mundo físico, mas por causa da extrema insegurança que causam impressões trazidas de lá por videntes não treinados. Isso se explica através de duas notáveis, características do mundo astral:
(1) muitos dos seus moradores têm o poder de modificar sua forma com versátil rapidez, e também o de fascinar ilimitadamente aqueles com os quais desejam divertir-se; e
(2) a visão astral muito diferente e muito mais extensa do que a visão física.
Assim, com a visão astral um objeto é visto, por assim dizer, por todos os lados ao mesmo tempo, sendo cada partícula no interior de um sólido tão claramente aberta á vista com as que estão por fora, e tudo inteiramente livre da distorção da perspectiva.
Se olharmos para um relógio astralmente, veremos a face e todas as rodas separadamente, mas nada sobre outra coisa qualquer. Olhando para um livro fechado veremos cada página, não através das outras páginas, adiante ou atrás delas, mas veremos diretamente cada página, coma se fosse a única a ser vista.
É fácil ver que, sob tais condições, mesmo os abjetos mais familiares podem ser inteiramente irreconhecíveis de inicio e que um individuo sem experiência pode bem encontrar muitíssima dificuldade para compreender o que realmente está vendo, e ainda mais para traduzir sua visão para a muita inadequada linguagem do falar comum. Ainda assim, um momento de consideração mostrará que a visão astral se aproxima muito mais da verdadeira percepção do que a visão física, que está sujeita a distorções da perspectiva.
Além dessas possíveis fontes de erro, as coisas ainda se complicam mais pelo fato de a visão astral conhecer formas de matéria que, embora ainda puramente físicas, são apesar disso invisíveis sob condições comuns. Assim, por exemplo, são as partículas que compõem a atmosfera, todas as emanações que estão sendo continuamente libertadas por tudo quanto tem vida e também os quatro graus de matéria etérica.
Ademais, a visão astral traz á visão outras e diferentes cores, para além dos limites do espectro comum visível, os raios infravermelhos e ultravioletas, conhecidos pela ciência física, sendo claramente visíveis para a visão astral.