– Plano Astral

Os sub níveis dentro do Plano Astral

Tornou-se habitual falar desses sete níveis como sendo arranjados uns sobre os outros, ficando o mais denso na base e o mais fino no topo. Em muitos diagramas eles são realmente desenhados dessa maneira. Há uma certa verdade nesse método de representação, mas não toda a verdade.
Sabemos que no estado Astral, a matéria apresenta sete Sub níveis que dão lugar, cada um deles, a um Sub plano de desenvolvimento e experiência. A ordem de disposição no espaço destes Sub planos é um pouco difícil de ser descrita. Basicamente todos eles ocupam um mesmo lugar, interpenetrando-se uns nos outros, sua extensão relativa, o raio de sua esfera, varia de uns a outros, sendo mais extensos nos mais sutis, todo ele se produz de forma similar a como, na Plano Físico, os líquidos interpenetrando a alguns sólidos, que por sua vez são interpenetrados por gazes, e estes pelo Éter; estando a matéria densa no centro, a liquida ao redor, e a gasosa que constitui a atmosfera, na periferia, sendo que a matéria energetica se estende além da globo terrestre, se perdendo no espaço.
Correlativamente e seguindo a correspondência, a matéria Astral mais densa, correspondente ao primeiro Sub plano, interpenetra a matéria Densa, e ocupa basicamente seu mesmo espaço, estando igualmente sujeita a Lei da Gravidade, e, inclusive aprofundando-se abaixo da superfície da capa densa do globo, sendo por isso que existe todo um Sub plano da existência que em grande parte e subterrâneo.
A matéria do segundo Plano a Astral liquida, coincide com a superfície terrestre, sendo que se estende um pouco acima.
O terceiro se alarga até coincidir com os limites aproximados da atmosfera.
O quarto se alarga até fora dos limites da atmosfera.
O quinto se dilata há muitos quilômetros além, e o ultimo sub plano ou Atômico, estende-se, aproximadamente, até a metade da distância que nos separa da Lua, em cujo ponto as auras astrais de ambos os corpos celestes coincidem quando do perigeu (Ponto de maior proximidade entre a Terra e a Lua), mas não no apogeu (Ponto de maior distancia entre eles). (Nota: A Terra e a Lua estão a uma distância de aproximadamente 444 000 quilômetros.) Dai o nome que os gregos davam ao plano astral: o Mundo Sublunar. A informação acima esclarece a importância da Lua e sua influencia no que diz respeito as artes magicas.

Na obra “Divina Comédia” é descrito todo o plano astral, desde o mais denso de seus sub níveis até o mais sutil.
As sete subdivisões entram, naturalmente, em três grupos:

(a) a sétima, ou a mais baixa;
(b) a sexta, a quinta e a quarta;
(c) a terceira, a segunda e a primeira.

A diferença entre os membros de um grupo pode ser comparada á que existe entre dois sólidos, por exemplo, aço e areia, e a diferença entre os grupos pode ser comparada á que existe entre um sólido e um líquido.

O sub plano 7 tem o subterrâneo do mundo físico como seu ambiente, embora apenas uma visão parcial e destorcida dele possa ser vista. Há 1.300 anos a.c. o escriba Ani (Foi um escriba real egípcio conhecido por possuir um dos mais elaborados papiros do Livro dos Mortos, encontrado em 1888 e atualmente no Museu Britânico. O papiro, também chamado de Papiro de Ani, é notável pela sua alta qualidade artística, sendo um dos mais longos e bem preservados já encontrados, com cerca de 24 metros de comprimento) descreveu-o assim:

“Que tipo de lugar é esse ao qual cheguei? Não tem água, não tem ar, é profundo, insondável, mais negro da que a mais negra noite, e os homens perambulam, desamparadamente, por ele. Neste lugar um homem não pode viver com o coração tranquilo.”

Para o ser infeliz que está naquele nível, é verdade realmente que “toda a terra está cheia de escuridão e de moradias cruéis”, mas é uma escuridão que irradia dele próprio e leva-o a passar sua existência em noite perpétua de mal e horror – um inferno muita real, embora, como todos os outros infernos, seja inteiramente uma criação do homem.
A maioria dos ocultistas considera a pesquisa nessa seção como tarefa extremamente desagradável, pois ali parece haver uma sensação de densidade e de grosseiro materialismo, que é indescritivelmente repulsivo para o corpo astral liberado, dando a impressão de que o caminho é feito, forçadamente, através de um fluido negro, viscoso, enquanto os habitantes e as influências ali encontradas também se mostram inexcedivelmente indesejáveis.
O homem comum, decente pouco encontraria para se deter no sétimo sub plano, sendo os alcoólatras, os sensuais, os criminosos violentos e outros assim, as únicas pessoas que acordam normalmente naquele sub plano, pois são aquelas tomadas de desejos grosseiros e brutais.
Os sub planos 6, 5 e 4 têm por ambiente o mundo físico com o qual estamos familiarizados. A vida no número 6 é com a vida física habitual, com o corpo e suas necessidades a menos. Os números 5 e 4 são menos materiais e mais afastados do mundo inferior e seu interesses.
Como acontece com o físico, a matéria astral mais densa é densa demais para as formas habituais da vida astral, mas nesse mundo moram outras formas de lhe são próprias e inteiramente desconhecidas dos habitantes da superfície.
No quinto e quarto sub planos as associações meramente terrenas vão-se tornando cada vez menos importantes e as pessoas que ali estão tendem, sempre mais e mais, a modelar seu meio ambiente em concordância com os seus pensamentos mais persistentes.
Os Sub planos 3, 2 e 1, embora ocupando o mesmo espaço, dão o impressão de estarem muito distantes do mundo físico e, por conseguinte, menos materiais. Nesses níveis as entidades perdem de vista a terra e seus assuntos. Ficam habitualmente, profundamente absorvidas em si mesmas e criam, em grande parte, seu próprio ambiente, embora este seja suficientemente objetivo para ser percebido por outras entidades.
Assim, estão pouco alerta para as realidades do plano, mas vivem em cidades imaginadas por elas próprias, em parte criando-as com seus pensamentos, em parte herdando e acrescentando alga ás estruturas criadas pelos seus predecessores.
Ali se encontram as felizes regiões de caça dos Pele Vermelha, o Valhalla dos nórdicos, o paraíso repleto de huris dos muçulmanos, a entrada de ouro de pedras preciosas da Nova Jerusalém dos cristãos, o céu cheio de escolas do reformador materialista. Ali também está a “Terra de Verão” dos espíritas, na qual existem casas, escolas, cidades etc., que, bastante reais como se mostram nessa ocasião, tornam-se para uma percepção mais clara, deploravelmente diferentes daquilo que seus deleitados criadores imaginam que sejam. Apesar disso, muitas das criações mostram-se de uma beleza real, embora temporária, e um visitante que não conhecesse nada mais alto poderia perambular alegremente pelo cenário natural arranjado, que, seja como for, é muito superior a tudo que existe no mundo físico. Ou talvez esse visitante preferisse construir seu cenário de acordo com a sua própria fantasia.
O segundo sub plano é a morada, especialmente, do beato egoísta e nada espiritual. Ali ele usa sua coroa de ouro e cultua sua própria representação, grosseiramente material, da deidade particular de seu pais, na ocasião.
O primeiro sub plano é apropriado especialmente para os que durante a vida na terra, dedicaram-se a trabalhos materialistas, mas intelectuais, fazendo-o não para ajudar seus semelhantes, mas por ambição egoísta ou simplesmente por amor do exercício intelectual. Tais pessoas podem permanecer nesse sub plano por muitos anos, felizes por desenvolver seus problemas intelectuais, mas sem fazer bem a ninguém e tendo pequeno progresso em seu caminho para os planos superiores.
Neste último, os homens não constroem para si próprios concepções imaginárias, como fazem nos planos inferiores. Pensadores e homens de ciência muitas vezes utilizam, para fins de seus estudos, quase todos os poderes do plano astral por inteiro, já que podem descer quase até o físico, dentro de certos limites. Assim, podem descer rapidamente sobre a contraparte astral de um livro físico, e extrair dela a informação desejada. Com facilidade entram em contato com a mente de um autor, gravam nela as suas ideias e, em troca, recebem as dele. As vezes retardam seriamente sua partida para o plano mental, pela avidez com que seguem as linhas de um estudo e de uma experiência, no plano astral.
Embora falemos da matéria astral como sólida, ela nunca o é, realmente, mostrando-se apenas relativamente sólida. Os alquimistas medievais simbolizam a matéria astral pela água, por causa da sua fluidez e penetrabilidade. As partículas na matéria astral mais densa ficam bem separadas, relativamente ao seu tamanho, mais do que mesmo as partículas gasosas. Daí ser mais fácil para dois corpos da mais densa matéria astral passarem um Pelo outro, do que seria para o mais leve gás o difundir-se no ar.